Alienação Parental: Sinais de Alerta e as Graves Consequências Jurídicas para Quem a Pratica
- Raphaella Marques
- 19 de mar.
- 2 min de leitura

O fim de um relacionamento conjugal, por mais doloroso que seja, não pode significar o fim da relação dos filhos com ambos os pais. Infelizmente, em muitos casos, um genitor, por rancor ou frustração, tenta afastar o filho do outro genitor, minando os laços afetivos. Esse fenômeno é conhecido como Alienação Parental, e é considerado uma grave violação dos direitos da criança e do adolescente, com sérias consequências jurídicas para quem a pratica.
O que é Alienação Parental?
A Alienação Parental é a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente, promovida por um dos pais (ou avós, ou quem detenha a guarda/autoridade), para que repudie o outro genitor, ou que crie sentimentos negativos em relação a ele. Ela está prevista na Lei nº 12.318/2010.
Como se manifesta? (Sinais de Alerta)
Os sinais de alerta da alienação parental podem ser sutis, mas se repetidos e persistentes, devem acender um sinal vermelho:
Campanha de Desqualificação: Um genitor fala mal constantemente do outro na frente do filho.
Dificultar o Contato: Impedir ou dificultar a comunicação do filho com o outro genitor (não atender ligações, não repassar recados, "esconder" o filho).
Mentiras e Falsas Denúncias: Inventar histórias negativas sobre o outro genitor ou acusá-lo falsamente de abusos.
Programar Atividades Conflitantes: Marcar compromissos com o filho em datas e horários de convivência com o outro genitor.
Não Transmitir Recados Importantes: Deixar de informar o outro genitor sobre questões escolares, de saúde ou eventos importantes do filho.
Fazer o Filho Escolher: Colocar o filho em uma situação onde ele se sinta obrigado a escolher entre os pais.
Criança com Recusa Injustificada: O filho começa a recusar a convivência com um dos pais sem motivo aparente ou com justificativas "adultas" que não condizem com sua idade.
Consequências Jurídicas Atuais para o Alienador:
A Lei da Alienação Parental (Lei nº 12.318/2010) prevê medidas que vão desde advertências até a perda da guarda:
1. Advertência: O juiz adverte o alienador para que cesse a conduta.
2. Multa: Aplicação de multa em caso de reincidência ou gravidade.
3. Alteração da Guarda: O juiz pode alterar a modalidade de guarda (ex: de compartilhada para unilateral, atribuindo-a ao genitor não alienador).
4. Ampliação do Regime de Convivência: O juiz pode ampliar o tempo de convivência do filho com o genitor alienado.
5. Acompanhamento Psicológico: Determinar que o alienador e/ou a criança recebam acompanhamento psicológico.
6. Inversão da Guarda: Em casos extremos e comprovados de alienação grave, o juiz pode inverter a guarda, passando-a para o genitor alienado.
7. Suspensão do Poder Familiar: Na medida mais grave, o genitor alienador pode ter seu poder familiar suspenso ou até mesmo destituído.
O que fazer em caso de suspeita?
Se você suspeita que seu filho está sofrendo alienação parental, é crucial agir rapidamente:
1. Documente: Guarde todas as provas da dificuldade de contato, mensagens e e-mails que demonstrem a conduta do outro genitor.
2. Busque Apoio Psicológico: Para você e, principalmente, para a criança/adolescente.
3. Procure um Advogado: Um especialista em Direito de Família poderá analisar o caso, reunir as provas e ingressar com a medida judicial cabível para proteger seu filho e seu direito de convivência.
A alienação parental é um abuso silencioso que causa profundos traumas nas crianças. Não ignore os sinais.




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